A idéia deste blog é também comentar e
m forma de análise e indicar jogos clássicos Nintendo, a fim de despertar interesse em novos jogadores sem referências de bons jogos. Estarei sempre comentando sobre jogos que são obrigatórios de serem experimentados. Trata-se de clássicos atemporais e inesquecíveis, que marcaram época e tem um lugarzinho especial no coração de todo gamer que se preze. Por uma questão histórica, começaremos com The Legend of Zelda: Twilght Princess. Histórica porque foi a primeira vez que um jogo da série Zelda esteve presente junto com o lançamento de um console Nintendo. Oficialmente anunciado a uma platéia entusiasta durante a E3 de 2004, Shigeru Miyamoto, criador de grandiosas franquias no mundo dos games, apareceu no palco empunhando uma espada e um escudo, como Link, o personagem principal da série. (http://www.youtube.com/watch?v=uXrsK8ICp8E)
O jogo começa com Link, o protagonista da aventura, num vilarejo pacato, chamado de Ordon. É um local simples e muito calmo. Link ajuda em algumas tarefas braçais no vilarejo e cuida de um rancho próximo a sua casa, além de passar algum tempo com as crianças da vila, que se tornam posteriormente parte da trama e ponto chave no desenrolar da história. É impossível não sentir um clima de paz e tranqüilidade logo nesse começo de jogo. O visual da vila é simples, mas impressionante. Os detalhes são fantásticos e o design do lugar é extremamente elegante e muito vivo. Tanta paz e tamanha tranqüilidade não poderiam acabar bem... Criaturas de um reino chamado “Crepúsculo” (Twilight Realm) começam a invadir Hyrule e se alastram por todos os reinos, trazendo escuridão, medo e morte a todos os lugares por onde passam. Assim, Link se vê obrigado a combater a expansão do Reino da escuridão ao mundo de Hyrule. Para auxiliá-lo em sua jornada, ele conta com a ajuda de Midna, uma curiosa criatura que foi “expulsa” do reino Twilight e também dos animais sagrados que protegem cada um dos reinos.
A história gira em torno da contrariedade da luz
e da escuridão, como o paradoxo que há entre a noite e o dia, que é tratado filosoficamente no jogo como “dois lados de uma mesma moeda”. O roteiro é muito bem elaborado, com um clima mais “Dark” que os outros jogos da série. O desenrolar dos fatos é épico e cheio de reviravoltas surpreendentes.
O jogo conta com cutscenes (cenas de animação em CG) extraordinárias. O clima de emoção e odisséia é constante durante toda a aventura.
Nas regiões mais abertas, na ausência do Twilight, os gráficos são os mais lindos possíveis... Campos grandiosos, árvores e estruturas muito bem projetadas. As Dungeos são um espetáculo a parte, com cada detalhe muito bem cuidado. A arquitetura delas varia conforme a região em que foi construída. O visual é quase que temático... Realmente muito bem pensado.
Os personagens são muito bem modelados e ricos de expressões emocionais. Dá pra sentir o clima de tristeza ou felicidade na feição deles, conforme as situações do jogo transpassam.
A trilha sonora beira a perfeição... As canções ficarão por muito tempo na sua cabeça e, no futuro, trarão lembranças muito importantes na sua memória Gamer. As músicas são de ritmos bem variados e se encaixam perfeitamente no clima do jogo. Se fosse orquestrada, como em Super Mario Galaxy, a trilha poderia ser digna de competir com Movimentos e Concertos de Mozart ou Beethoven, sem exageros.
A jogabilidade é simples e muito fluída. Mirar na tela para atirar flechas ou usar o gancho é muito mais fácil e intuitivo. Mesmo sem precisão ou controle dos movimentos, sacudir aleatoriamente o wii-mote para deferir espadadas ainda é confortável. O que mais incomoda é o fato de não ter um analógico para girar a câmera durante o jogo, mas nada que comprometa seriamente a jogabilidade.
The Legend of Zelda é uma franquia que está marcada no coração da maioria dos Gamers. Trilhar os campos de Hyrule mais uma vez para salvar esta terra nunca é demais. Se tiver os elementos principais da série e um pouco de criatividade e inovação sempre será um jogo memorável. Twilight Princess representa o ápice da franquia, reunindo bons gráficos, uma boa jogabilidade e um apanhado grande de boas idéias. Se você nunca experimentou um game Zelda, esta é a oportunidade perfeita pra começar, só não estranhe se lhe der vontade de experimentar todos os outros jogos da série. Se for este o seu caso, parabéns. Você tem pelo menos essa geração de console todinha de diversão garantida até fechar todos os Zeldas.
Recomendação: 97%
Curiosidades sobre o Game:
1 - O jogo tinha previsão de lançamento para 2005, a princípio apenas para o Nintendo Game Cube. O game sofreu vários adiamentos, até ser confirmado na E3 2006 como jogo de lançamento também para o novo console da Nintendo, o Nintendo Wii. As duas versões chegaram ao final daquele ano, sendo que a versão do Wii tinha vantagens consideráveis por conta das funcionalidades do novo controle, o wii-remote.
2 – As duas versões são idênticas entre si, mas espelhadas. Nos outros jogos da série, Link é canhoto. Só que ficaria difícil para a maioria segurar o wii-mote com a mão esquerda, já que o wii-mote controla a espada. Por isso foi preciso inverter todo o jogo, trazendo a espada de Link, na versão do Wii, para a mão direita. A versão do Wii é Wide Screen e tem suporte a 480p.
3 - Para muitos o game representa uma espécie de redenção da Nintendo. No evento de games Space World 2000, a Nintendo mostrou ao público uma demo técnica de um novo Zelda a fins de mostrar as capacidades do Game cube. O fato é que não tinha como não ficar impressionado com o vídeo de Link e Ganondorf, numa batalha épica, com gráficos extremamente realistas e cheios de detalhes impressionantes para a época (http://www.youtube.com/watch?v=eEF9Utdu-L0).
A ansiedade pelo novo Zelda era muito grande e o vídeo atiçou os olhos pela beleza gráfica dessa promessa de jogo. Só que os gráficos realistas ficaram só na promessa mesmo. No mesmo evento, no ano seguinte, a Nintendo, ao que parece, puxou o tapete de todos os fãs da série.
Nenhum comentário:
Postar um comentário